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É chegada a melhor época do ano para comprar, certo?

Errado. Depende do que você quer comprar.

É claro que existem períodos onde os descontos e liquidações são mais frequentes, mas é bom ficar atento. A hora de comprar depende do que você precisa e como você precisa, por isso é bom pesquisar antes para não ter dor de cabeça depois.

Desde as compras mais simples até os maiores investimentos, o mercado apresenta diferenças absurdas de preço, muitas vezes cobrando o dobro ou o triplo do custo praticado de uma mercadoria, apenas pela boa e velha lei da oferta e demanda – se você quer o que todo mundo quer ou o que é difícil de se encontrar, vai pagar bem mais caro, direta ou indiretamente.

Vamos olhar os supermercados por exemplo. Os itens encartados no tablóide geralmente são referências de mercado, servem para trazer os clientes para dentro da loja. Coisas como sabão em pó, leite condensado, refrigerante e achocolatado em pó estão sempre presentes nos cadernos de oferta, mas e os outros produtos? De que adianta economizar dez ou vinte centavos no quilo do sabão e gastar R$3 ou R$5 a mais num produto fora do caderno de ofertas?

O princípio é simples, raramente alguém entra em um supermercado para comprar exatamente o que precisa e sair. Quando você vai ao mercado, faz suas compras habituais com itens em oferta e itens em preços normais, e é aí que mora o perigo. Prefira supermercados que não oferecem preços extremamente abaixo da média de mercado nos itens de oferta, pois eles têm preços mais equilibrados nas mercadorias em geral. Quem faz ofertas extraordinárias geralmente tira seu lucro da elevação (e que elevação!) dos preços de outros itens fora do caderno de ofertas, e o cliente acaba pagando muito mais caro.

Esta época do ano é famosa pelas grandes liquidações e saldões das grandes redes. Hoje, 08/01, é dia de começar (e terminar) a limpeza dos estoques para entrada das mercadorias novas, e tem cliente que já está acampando na fila desde segunda feira, como é o caso desta loja em Campinas – SP.

Algumas ofertas são realmente imperdíveis nos primeiros dias do ano, em especial as que envolvem trocas de coleção / modelo como roupas, artigos para casa, móveis e alguns eletrônicos / eletrodomésticos. Todos os outros itens colocados em “oferta” estão ali para atrair clientes, mas não necessariamente estão em sua melhor época de vendas. O início do ano não é uma boa época para comprar veículos, por exemplo, e ainda assim as montadoras fazem a festa neste período, que é um dos mais rentáveis em termos de margem por produto.

Se você tem mais o que fazer ou não está muito a fim de ficar numa fila quatro dias acampando mas ainda assim precisa comprar alguma coisa por bem menos do que tem visto por aí, não se preocupe. Apesar da maioria das redes ter suspendido suas vendas online para praticar saldões apenas na loja, um grupo de 40 grandes redes de varejo se reuniu para ofertar 200 produtos a preços bem legais pela internet (clique aqui e veja o site), eu vi até secador de cabelo por menos de R$30,00. Esta é só uma das oportunidades que está por aí, como já dizia meu organizado pai desde pequeno, “quem procura, acha”.

Enfim, não só agora mas sempre que você tiver um investimento a fazer, o que vale é a pesquisa. Não tenha medo de levar no bolso aquela página do site com a sua TV de LCD a R$2100,00 para mostrar ao gerente da loja e barganhar um descontinho a mais. O importante é não ficar só na cadeira, quem não vai atrás de preços melhores da maneira tradicional (camelando) acaba pagando mais caro e não leva a sua Calda Extra.

Depois de muito tempo sem escrever no blog, mas muito mesmo, Janeiro me trouxe tempo e fome para voltar a cuidar das coisas por aqui. Os últimos dois meses foram responsáveis por 90% de tudo o que aconteceu em 2009 aqui na terrinha, então lá se foi meu post diário para o vinagre. Anyway, isso é assunto para um outro post, quem sabe o de amanhã, hoje quero compartilhar com vocês o tipo de ação marketeira que me faz cair o queixo.

Quem já leu os posts mais antigos sabe que a minha paixão pelo MC Donald’s não é pelo restaurante em si, nem pelas batatinhas ou pela “coca mineral” que encontramos por lá, mas sim pelo quarteirão com queijo. E eu sou chato, peço “grill” (leia-se “sem churrumelas, ketchup e afins”) e defendo que é o melhor sabor do mundo e região no quesito “cheeseburger junk food”. Demora um pouquinho porque sai da produção normal deles, mas vale cada segundo no balcão.

Esta versão do quarteirão deve ter começado a ganhar seguidores por todo país, porque de uns tempos pra cá o MC resolveu ter mais uma brilhante idéia, provavelmente mirabolada pelo mesmo palerma que inventou a cobrança pela calda extra do sundae. Agora os espertões já deixam uns 3 ou 4 quarteirões “grill” prontos na bandeja, achando que vão atender bem os clientes que gostam deste tipo de sanduba porque não os deixarão esperando nunca mais. Obviamente que a saída desse lanche não é igual ao volume de pedidos de Big Mac (que de tão famoso, batizou o nome de um índice econômico calculado pela revista The Economist), e aí o lanche acaba ficando na prateleira quase meia hora esperando por um cara de bom gosto, que vai encontrar uma pedra dura e nada suculenta quando pedir o seu “de sempre”.

A produção antecipada desse tipo de lanche é estupidamente burra por um único motivo: ninguém foi perguntar para o cliente qual a principal razão do seu pedido especial. Eu pelo menos peço por dois motivos: 1- VEM QUENTE e 2- É animal. Repare a ordem.

Pensando nisso e em tantos outros lanches que os caras largam na prateleira esperando um azarado, alguém extremamente brilhante teve uma idéia básica e barata (mesmo) que eu sinceramente não vejo como poderia transmitir melhor o conceito de “feitinho na hora” do seu lanche. E aí vai a dica para os meus camaradas da terra do caos, São Paulo:

O Burger King da Sto. Amaro está fazendo uma ação para mostrar aos clientes como o lanche é feito na hora e especialmente para eles. Você entra na loja, fica na fila e pede o seu lanche. Dali a pouco, o cazzo do sanduíche chega embrulhado num papel com a sua foto!! Você procura a câmera mas não encontra, só sabe que está ali porque tem uma foto sua impressa na embalagem do sanduba com a mensagem “feito na hora pra você”.

Como se não bastasse a surpresa, eles ainda têm uma tela que recebe as imagens em tempo real e exibe-as com a frase “comendo agora…”, simplesmente muito bom, palmas para a Ogilvy e principalmente para a sacada, simples e eficiente.

Li no site da freeshop que as reações da galera são filmadas e devem compor um viral na net em breve, vai ser muito bacana!

Enquanto isso, pasta aí MC Donald’s, um dia vocês mandam o energúmeno que tem essas idéias brilhantes embora, finalmente…

A internet é uma fonte infinita de informação, com dados sobre quase tudo o que estivermos procurando, se não for de tudo mesmo. Nós usamos uma série de ditos populares no nosso dia a dia, como o “mais vale um pássaro na mão do que dois voando” ou “filho de peixe, peixinho é”. Eles já foram reinventados, parodiados e reformulados, mas o único ditado que me lembro criado depois da chegada do século 21 é “Se não tem no Google, não existe”.

Entretanto, muitas informações disponíveis na rede não são 100% confiáveis, porque a construção da informação online depende de pessoas que podem postar, literalmente, o que bem entenderem. Isso tem uma influência relativamente baixa nas pesquisas cotidianas e pode ser driblado comparando resultados e pesquisando também em outras fontes, mas e se estivermos falando de uma emergência? E se o internauta estiver pesquisando sobre um sintoma ou medicamento? Nestes casos, confiar nas informações da internet pode ser bastante perigoso.

Remédios, medicamentos e a automedicação

Há muitos anos a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão que também regulamenta a publicidade de medicamentos e outros procedimentos do setor da saúde vem tomando medidas para conter hábitos do consumidor como a automedicação. A agência já determinou inúmeras ações a serem seguidas por laboratórios, farmácias e médicos para reduzir este tipo de problema, como limitar a exposição de medicamentos ao espaço atrás do balcão das farmácias e proibir uso de apelos como “cheiro” e “sabor” nos medicamentos. Muitas dessas regulamentações, apesar de bem intencionadas, complicam a vida dos laboratórios e farmácias pois algumas delas causam mudanças enormes para impactos quase nulos. É o exemplo da polêmica segunda tela de advertência nos VTs e spots de medicamentos, que tem duas frases enormes e deve fazer parte dos 30” da publicidade.

A ANVISA tem utilizado a internet para coletar os materiais e campanhas dos laboratórios e analisá-los com rigor, para então determinar se estão dentro da lei ou efetuar eventuais modificações. Mas o problema vai muito além das campanhas de medicamentos: O que acontece quando o consumidor entra no Google para pesquisar sobre algum medicamento, doença ou sintoma? Resposta: Ele encontra conselhos e indicações de leigos, e isso é muito mais perigoso. Os laboratórios não podem anunciar no AdWords, apenas farmácias, então o primeiro resultado para “aspirina”, por exemplo, é a página da Wikipedia, uma fonte de pesquisa de conteúdo independente e colaborativo, ou seja, feito por pessoas e sem uma certificação de “verdade”.

Com isso em mente, um dos principais temas de discussão no twitter na segunda semana de outubro, pela tag #saudeconectada, trata do perigo das pessoas usando o google e outras redes sociais para buscar informações sobre medicamentos e doenças. O debate surgiu em SP, e teve continuidade  com a comunidade médica em Salvador no dia 8/10, com acompanhamento via twitter sobre certificação médica na web, para formar pessoas aptas a renovar o conteúdo disponível e também criar canais de laboratórios e farmácias online para que o consumidor que busca termos de saúde no google seja direcionado para estas páginas.

Pensando lá na frente, a Anvisa poderia regular até o Google, que seria obrigado a colocar nas X primeiras páginas de resultados todos os links para estes canais “certificados” de comunicação sobre medicamentos e doenças. A única coisa que precisamos é da liberação da agência para que estes canais sejam criados, já que hoje existe toda uma proibição em torno deste contato com o consumidor, justificada pelo receio da influência publicitária nesta assessoria.

Assim como tudo na web, quem faz primeiro ganha. Essa discussão vai de encontro à complicações geradas pela Anvisa que usa a internet para colher materiais e determinar mais mudanças para os laboratórios, mas com a comunidade mobilizada e o governo todo se voltando para as “eleições online” 2010, é bem possível que alguém lá na Anvisa resolva entender que esta iniciativa é em prol do fim da automedicação e do aconselhamento médico errôneo, e crie uma regulamentação que viabilize o surgimento desses canais. É Calda Extra para o consumidor, para os laboratórios e para eles também, que poderão criar um canal receptivo online e passar a receber informações sobre atitudes antiéticas de laboratórios ao invés de investir um tempão buscando e avaliando atividades no mercado.

Yes We Créu

Incontestável o meu sorriso quando o Brasil foi selecionado para sediar as olimpíadas de 2016, não posso dizer que não gostei. É bom para o país, bom para o Rio, bom para todos nós brasileiros…. hmm… será que é bom mesmo para todos os brasileiros?

Não quero aqui tomar posições políticas, muito menos atacar ou defender qualquer lado da história. Minha opinião política não é assunto neste momento, a idéia é apenas criar uma pergunta nas pessoas, afinal, como já dizia a bela Trinity na primeira edição de The Matrix, “It’s the question that drives us…”.

Sediar eventos esportivos do porte das olimpíadas e da copa do mundo é muito importante para qualquer país. Traz investimentos, movimenta a economia, basta dizer que só o anúncio da vitória do Rio já fez as ações de algumas redes hoteleiras dispararem mais de 60% num único dia. O país ganha uma visibilidade imensurável, o turismo decola, são inúmeras as vantagens de receber estes eventos. O problema é que no Brasil a realidade é um pouco diferente, e surge a questão de tradução pouco literal: É “créu neles”, ou “créu na gente”?

Já vimos no Pan as picaretagens resultantes dos investimentos feitos nos bolsos de muitos por aí. Construções feitas de areia, obras mais que supervalorizadas e uma série de problemas e sacanagens que só quem estava por perto viu, e que “a TV” pra variar não mostrou porque apóia qualquer governo que tenha o poder nas mãos no momento do acontecimento.

Com esse histórico e tantos outros que vão de dólar na cueca a castelo de bilhões, é muito difícil acreditar no positivismo da vitória do Rio. Aliás, já começo até a pensar qual vai ser a primeira falcatrua, e aposto minhas fichas na Cidade da Música, um complexo multibilionário semi-construído no Rio que hoje serve de casa para traças e outros seres rastejantes. Provavelmente com o anúncio da olimpíada o projeto seja finalmente terminado, mas isso só vai acontecer porque entra mais verba na jogada e no bolso dos responsáveis pela obra que tiveram a cara de pau de dizer que “acabou o dinheiro”. A igreja Universal construiu um prédio 10 vezes maior em SP e não custou tudo isso, acho que “O senhor” (seu Edir, claro) sabe gerenciar melhor o dinheiro…

Mas o que mais me incomoda nessa história é o Lula. Quando o Obama chamou nosso querido molusco de “O cara”, ele tinha razão… Barack de tonto não tem nada, o Lula é o presidente mais humano da história. Ele tem a massa, já passou por situações que o povo brasileiro também passa, até cortou o dedo numa prensa. O Lula “é o cara” não porque gerencia bem o país ou porque se safa das mil e uma denúncias de corrupção escrachadas no seu partido, ele é bom porque é humano.

Quem viu a cena do choro do presidente no anúncio da cidade sede das olimpíadas pode ter se comovido, mas não sei se entendeu a razão das lágrimas. Nenhum presidente chorou em público na história, não que eu me recorde e também não apareceu nas 10 primeiras páginas do Google. Mas, porque Lula estava chorando?

Meu palpite é que naquele anúncio ele garantiu uma vitória pessoal que ninguém até hoje conseguiu, portanto estava chorando por si, não pelo país. Ano que vem Lula tem que largar o cargo, porque graças ao bom Deus neste país “ainda” não é permitido comandar por mais de dois mandatos consecutivos. Nas eleições de 2014, ano de copa e “véspera” das olimpíadas no Rio em 2016, quem vocês acham que deve voltar ao poder?

De volta, terá bastante tempo para aprovar uma série de leis e medidas que a população mal sabe que estão em trâmite, como o voto por lista fechada por exemplo. Se aprovada, você não vota mais em pessoas, vota em partidos e estes elegem as pessoas que vão assumir os cargos aos quais o partido tem direito. As vezes eu acho que tem mais é que acontecer pra que um dia o povo se ligue e comece um piquete nacional, mas o brasileiro é acomodado demais.

O próprio Lula, há 9 anos, definiu de maneira bastante eloquente a maneira como faz política hoje. Vejam que interessante:

Num país como o Brasil, a política como é hoje já não funciona mais. Todo e qualquer tipo de processo é movido a lobby e dinheiro, seja o julgamento de uma tremenda injustiça que uma empresa fez com você ou a condenação de um presidente de senado safado e nacionalmente desprezado. A corrupção já se emaranhou de tal forma na malha do sistema que, citando a fala do meu ídolo Capitão Nascimento, “O sistema trabalha pra resolver os problemas do sistema”, não os problemas das pessoas. Não é só o Lula, são muitas personalidades de todos os partidos, é um vírus presente em qualquer ambiente. Quando chega um imune, dá-se um jeito de botar o cara pra fora, afinal, há quantos anos você vê sempre as mesmas figurinhas carimbadas nas maiores cadeiras por aí?

Espero, com pouquíssimas esperanças, um dia olhar para uma vitória dessas que o Brasil teve com o Rio de Janeiro somente com bons olhos, com a certeza de que nossos “representantes” farão um trabalho honesto e benéfico de verdade.

Imagem do gettyimages

A televisão levou anos para conquistar seus 99% de penetração no Brasil como meio de comunicação, e lá fora não foi diferente apesar do melhor desenvolvimento econômico. Durante três décadas foi o meio foco de investimentos dos anunciantes, governos, campanhas e comunicadores em geral.

Hoje, pela primeira vez na história, a internet bateu a televisão em investimentos publicitários num país de grande porte, o Reino Unido. O artigo foi publicado pelo  Financial Times, para ler a reportagem em inglês na íntegra você precisa se cadastrar gratuitamente, clique aqui.

Mesmo se tratando de um país mais desenvolvido onde a acessibilidade e a instrução da população são muito superiores, o Brasil deixa muitos dos cachorros grandes no chinelo quando se fala em penetração de redes e mídias sociais, afinal, nós somos os maiores usuários de muitas delas. Certamente este é o primeiro de muitos países a apresentar esta mudança.

Minha pergunta para os leitores é: Há quanto tempo vocês ouviram falar pela primeira vez nesse “tal de twitter”? Ou nessa coisa de “blogs”? E “planejamento digital” então?

O cliente está percebendo que o investimento digital não só lhe economiza dinheiro no budget, mas também produz impactos muito mais relevantes e abrangentes, porque o que está na rede está para o mundo todo, se não estiver no universo também. É importante informar seus clientes e fornecedores sobre esta tendência e incluí-la nos trabalhos, porque gastar menos e impactar mais é Calda Extra pra todo mundo.

Na mesma notícia há um dado sobre a retração do investimento em publicidade na casa dos 16% no mesmo período de vitória da internet, e ainda assim nunca se falou tanto em publicidade relevante e planejamento de comunicação. Percebe-se um gap no mercado para especialistas em planejamento digital, porque tem tão pouca gente boa nisso que os que se arriscam estão concentrando todo o investimento, visto o levantamento de agências digitais do M&M que saiu em agosto.
Censo Digital M&M

Em 2006 a internet ganhou dos jornais em volume de investimento publicitário, e agora foi a televisão quem caiu no ringue. Na inglaterra, o share de participação da internet nos investimentos ficou em 23,5% no primeiro semestre de 2009, contra 21,9% da telinha. A crise ajudou muito nesta transição, já que o meio online é muito mais barato. Pena é pensar que a mudança aconteceu pela economia, e não pela notável relevância do meio em relação ao “eu falo e você escuta” da TV.
Guy Phillipson, chefe executivo do IAB (Internet Advertising Bureau), disse ao FT que a internet pode alcançar os 30% de participação no volume de investimentos em propaganda “nos próximos anos”, número nunca alcançado por nenhum outro meio. Eu só discordo dele num ponto: “próximos anos” é um prazo muito longo.

As mudanças não levam mais 30 anos, nem 3, e nem 1. Quem acompanha entra na dança, quem fica de fora vira platéia.

E você, quer dançar?

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